13dec-mobile-phones-buying_half

Boas perspectivas para a venda direta

Enquanto o varejo vem sentindo o forte impacto da conjuntura econômica, a venda direta por sua vez tem na tecnologia a sua grande força para superar todos os desafios.

O IBGE divulgou no dia 16 de fevereiro último, informações sobre o varejo brasileiro que teve uma queda de 4,3% nas vendas de 2015, considerado como pior desempenho desde 2001. Nesse contexto, até os setores de supermercados, como alimentos e bebidas registrou queda (2,5% isolados), uma área que normalmente é resistente às crises por ter produtos considerados como de primeira necessidade.

Neste cenário turbulento, as pequenas e médias empresas apostam no modelo de venda direta como estratégias de expansão e versatilidade para se atingir seus consumidores. Além disso, o histórico deste modelo mostra a capacidade de adaptação às inconstâncias de mercado.

A relação é direta e simples: com mais empresas adotando o sistema de venda direta temos como consequência a geração de novos postos de trabalho, direta ou indiretamente.

Assim, a venda direta permite a formação de oportunidades, não só para as pequenas e médias empresas, mas também para um grande contingente de profissionais dos mais variados perfis que passam a atuar com suas atividades independentes e empreendedoras gerando renda e um nova habilidade na área comercial.

Como um ingrediente adicional, a cereja do bolo da venda direta, a tecnologia, promete ser o grande diferencial.

O uso das redes sociais por exemplo vem ganhando corpo no mundo todo, um movimento que já foi batizado de “Social Selling”.

Segundo matéria veiculada no Portal  DSN (Direct Selling News) dados de 2015, apontam que as vendas realizadas através das mídias digitais geraram cerca de US$ 30 bi de receita em todo o mundo. Sem dúvidas esse movimento também é percebido aqui no Brasil. Os vendedores independentes encontram nas redes uma importante ferramenta que desempenham papel crucial na divulgação de novidades e apresentação de produtos aos clientes.

De acordo com a matéria, 96% dos comerciantes dizem que o Facebook é  o principal recurso online. Porém, dois terços dos profissionais autônomos afirmam que planejam aumentar o uso do Twitter e YouTube e 60% irão aumentar a presença no Istagram.

Esse indicador mostra que os revendedores autônomos, principalmente os mais jovens, são adeptos às novas tecnologias.

Porém, estar presente nas redes sociais não basta, é preciso encontrar as ferramentas adequadas que farão o relacionamento mais próximo com troca de informações entre as pessoas com interesses em comum, dar dicas de produtos, responder as perguntas dos consumidores, dar conselhos e indicar as mercadorias mais adequadas para cada cliente, com a agilidade que o ambiente online permite.

Carlos Donizetti Casartelli – Autor Colaborador da ABRADVD